Repórter Record Investigação revela histórias de vítimas de exploração sexual infantil na BR 116.

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O Repórter Record Investigação desta quinta-feira, dia 28/01, percorreu a rodovia BR 116, considerada a principal rota de exploração sexual infantil do país, para revelar histórias de menores coagidos e explorados por adultos, muitas vezes com a conivência dos próprios pais. O programa ainda mostra a omissão e descaso de quem deveria combater esse crime. E entrevista estudiosos no assunto que explicam o que está por trás dessa tragédia social. No portal R7.com, os jornalistas do programa produziram uma página especial  com infográficos e trechos inéditos das entrevistas realizadas durante a reportagem.

Ao todo, são 3.651 pontos às margens das estradas do país, como bares, boates e postos de combustíveis, onde adultos pagam para fazer sexo com menores de idade. Pela legislação brasileira, é crime toda forma de exploração sexual em que se usa criança ou adolescente em troca de qualquer tipo de pagamento. A pena é de quatro a dez anos de reclusão.

Para dar voz às vítimas, mostrar a realidade em que vivem e investigar os pontos mais críticos mapeados pela Polícia Rodoviária Federal, os jornalistas Marcus Reis, Flávia Prado e Leopoldo Moraes viajaram quase mil quilômetros pela rodovia BR 116,cortando quatro estados brasileiros. A edição do documentário é de Larissa Werren.

Na região norte da capital Fortaleza, meninas oferecem o corpo em plena luz do dia. A equipe registrou várias adolescentes abordando motoristas nas ruas. Uma delas conta que os homens não perguntam a idade. “Tem muitos que gostam de meninas novinhas”, conta. A menina relata também que já enfrentou situações de perigo nas esquinas de Fortaleza. “Chega cara dentro do quarto da gente com arma, para forçar a gente fazer coisa”.

A rota da exploração sexual infantil conduz a equipe do programa Bahia adentro. É o estado com mais pontos vulneráveis mapeados pela PRF. Aos 16 anos, por influência das cunhadas, uma outra vítima subiu pela primeira vez a boleia de uma caminhão para se prostituir. Muitas vezes para receber pagamento em cocaína. “Tinha hora que era em troca de pó, os caminhoneiros me pagavam com droga”, relata.

Da Bahia para o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Num posto de combustíveis em ruínas, uma adolescente guarda memórias de tudo que viveu nos anos de exploração. Ela era oferecida a motoristas pela própria mãe em troca de comida e lata de óleo. “Faltava alimento, eu tinha que me prostituir”, revela.

O Repórter Record Investigação vai ao ar nesta quinta-feira, dia 28/01, às 22h45. A apresentação é de Adriana Araújo.  

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